Peru surpreendente-Cusco-Machu Picchu 2-dia 8

Hoje é dia 12 de maio de 2024, continuamos na nossa excursão por Machu Picchu. Estamos no meio da cidade perdida dos incas. Segundo o blog www.historiadomundo.com.br, foi construída no século XV, possivelmente durante o reinado de Pachacuti (de 1438 a 1471), e abandonada no séc. XVI. Os historiadores acreditam que era um local sagrado relacionado com o deus Inti (o deus Sol), além de ser refúgio do imperador inca.
Em 1981, Machu Picchu foi considerada um patrimônio histórico peruano, e desde 1983, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Desde 2007, uma das sete Maravilhas do Mundo Moderno. O site www.machupicchuterra.com adiciona que se localiza no Vale do Rio Urubamba, no Vale Sagrado dos Incas.
O santuário natural da cidadela inca tem 32.592 hectares. A flora e fauna são riquíssimas. De acordo com o Google.com, são 400 espécies de orquídeas, bromélias, samambaias. Árvores: o loureiro, a intimpa (conífera endêmica da região andina), o cipreste português etc. Animais: o urso-de-óculos (urso andino), raposas andinas, viscachas (parecem coelhos, pequenos roedores da América do Sul), macacos bugios, veados-da-cauda-branca etc. Aves: condor andino (com as asas abertas mede 3,3 metros), beija-flores, papagaios, e a ave nacional do país: o galo-da-serra andino, além de mais de 300 tipos de borboletas. O santuário é Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade pela UNESCO.
Estamos com o grupo e com o guia Marcial no meio de Machu Picchu. Dia quente, sol a pino, o chapéu é obrigatório e os óculos escuros também. Estamos na praça Sagrada. No templo do deus Wiracocha, nas janelas se colecionava estátuas de ouro. Eram formadas como o jogo Lego. As três janelas significavam os três mundos andinos: em cima, no meio e embaixo. A Cruz Andina embaixo da terra representava a sombra, a outra metade, a luz. Sempre a dualidade: sol/lua; branco/preto. Movimento circular, acreditavam na reencarnação. O site www.ingressomachupicchu.com nos conta que a adoração ao deus Wiracocha é muito anterior aos Incas, na cultura Caral (3.000 a.C. a 1.800 a.C.) e também que para a maioria das culturas andinas, é creditado por criar o mundo, o sol, a lua, as estrelas, e todo o universo.
Vemos um pequeno anfiteatro com eco. Imaginem tambores, cantores e danças no local, era assim. Na Montanha Jovem ou Huayna Picchu, as pessoas podem escalar, porém é íngreme. O Templo do Sol foi feito sem argamassa, a água só foi usada para esse fim tempos depois. Pedra e argila. Calhas d´água, construções em forma de trapézio, retangular contra sismos. O que está acabado foi pelo tempo. Templo do Sol, calendário inca, relógio. Tahuantisuyo era o nome do império inca, foram 14 governantes. O site www.bing.com acrescenta que é um recinto sagrado erigido pelos incas para render homenagem e dar oferendas ao Sol, a máxima deidade para eles. Esse templo localizado no setor religioso de Machu Picchu é a única obra da cidade com forma circular e foi erguido com blocos de granito do estilo imperial inca. Era decorado com ornamentos de ouro e prata. O templo era também um observatório astronômico, de onde podiam determinar a chegada dos solstícios e as mudanças sazonais.
O guia Marcial fala sobre a importância do escritor e cronista peruano, nascido em Cusco, Inca Garcilaso de la Vega. Segundo http://www.bing.com, filho de um capitão espanhol e de uma princesa inca. Foi um personagem fundamental na história e literatura do país. Escreveu “Comentarios Reales de los Incas”.
Nosso grupo era composto de amantes de viagens, batemos altos papos sobre o assunto. Grupo pequeno: a maioria brasileiros e uma espanhola (Justi). Acabou o passeio, saímos, foi divino. A fila grande para pegar um ônibus de volta à estação de Águas Calientes na cidade de Machu Picchu Pueblo. Muito calor. E nós segurando os casacos não foi confortável. A gente sai de Cusco de madrugada com frio e voltamos no calor. Ossos do ofício de quem é aventureiro. Os banheiros são na entrada ou saída, 2 soles PEN (R$3,13) para banheiros, 5 soles PEN (R$7,82) para guardar roupas ou objetos. Fila para banheiros, em Machu Picchu não existem. Muita gente, guias mil, caminhos lotados. Sol, calor, ufa! Protetor solar e repelentes obrigatórios. Os mosquitos são uma realidade.

Fomos de ônibus à cidade de Machu Picchu Pueblo. Tínhamos umas 5 h para almoçar e aproveitar. Em muitos locais agradam o turista carimbando os passaportes com fotos de Machu Picchu, achei uma simpatia essa atitude. Decidimos almoçar no restaurante Kaymanka (602, Calle Imperio de los Incas) com buffet e sobremesa. Pedi um Ginger Ale (refrigerante de gengibre), amo!! Estavam comigo e com o Carlos, os pernambucanos Alberto Cajueiro, Pedro e Luciana e o mineiro Felipe. Isso de conhecermos gente interessante em viagens não tem preço.
Conforme a Wikipédia, Machu Picchu Pueblo, também é conhecida como Águas Calientes, o motivo é por existirem fontes termais na localidade, ou seja, “águas quentes”, em português.

Passeamos pela cidade, com a praça principal, igreja Virgen del Carmen, feira de artesanato, lojas, o rio Urubamba que corta o povoado, hotéis e restaurantes, um charme. No centro mais uma estátua de um governante inca: Pachacutec (o nono governante, de 1438 a 1471), conhecido por ter liderado a defesa de Cusco contra os Chancas e por ter ordenado a edificação de Machu Picchu e de várias outras construções importantes do império (fonte: http://www.bing.com).
Às 18h10 saía o trem panorâmico VISTADOME da Peru Rail, chique que só. Pena ser quase de noite, perdemos muito do visual das amplas janelas. Só um vagão era assim. 1h30 até a estação Ollantaytambo, depois de van para Cusco, o caminho inverso. Vamos chegar tarde em Cusco, ainda bem que tomamos uma vitamina (leite com a fruta) de morango e chocolate. O trem vai de 30 a 45 km/h.
O vagão tem toalhas decorativas nas mesas. Com apresentação de dança e música andina, serviço de bordo com kit de barrinha e biscoito de quinoa, e chá ou café. Fizeram desfile de roupas, os próprios atendentes, com roupas de alpaca, belas, que vontade de comprar todas… Muito divertido, delirei! O guia Marcial explica que a região é de sincretismo religioso: a igreja católica com a filosofia andina. E enfatiza que não eram índios os incas, eram andinos. Seus descendentes, porém, parecem muito com nossos indígenas do Amazonas.
Também faziam parte do grupo a Lurdes e outras pessoas. Trocamos telefones e formamos um grupo no Whatsapp até hoje. Saudações a vocês. Chegamos a Cusco mais de 22 h, cansados, mas felizes.
Dia 13 de maio de 2024. Café da manhã no hotel Tampu. Café com pipoca doce, quinoa, fruta, pão mais duro (saudável), geleia azedinha de saúco (a fruta do sabugueiro). O povo amável do hotel nos deixa ficar um pouquinho mais, sairíamos às 12h40. Obrigada ao Bernard, Neli e Aleli, um estafe querido. Saímos para comer algo antes do aeroporto. Fomos ao Plaza Café (Portal de Comercio, 117) e pedimos vitamina de morango e empanadas de frango por 35 soles PEN (R$54,75).
A impressão do Peru foi magnífica, povo amável e caloroso. O motorista do transfer já trouxe os cartões de embarque prontos, conversa boa. Ele nos disse que no ano anterior houve três sismos de pouca intensidade em Cusco. Algo raro. Detalhe: para quem quer pedir as milhas contabilizadas, o guichê é específico no aeroporto. Tem um caramelo de coca para doença de altitude. Na espera pelo avião a Lima, fiquei conversando com um casal idoso de americanos da Geórgia/Flórida, casal bonito e simpático, ela se sentindo mal, por conta da altitude. O voo atrasou, pra piorar o estado dela. Aí serviram chocolates La Iberica e água. Já em Lima, comemos no aeroporto e bebemos a cerveja deles, Cusqueña Negra. Ótima. A americana estava 100 % melhor ao chegar. Fiquei satisfeita.
Que viagem! Recomendo demais! Cultura inigualável.




























